quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Cores no Céu (& Música)




la mujer-cobrelahead y sus
colores mutables lanza el
sonido envenenado de lá pasión
sobretodos los mundos.

Mais Um Com Estrelas & Tristezas

toda vez
qu’eu vejo
suas estrelas
(na porta da sala)
uma estrela
(no céu do meu coração)
se apaga.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Reflexos Grandes

dentro de ti
— possivelmente —
nunca existi

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

dente do ciso

tua tristeza é sem motivo
eu que quis te te dar meu tudo
(meu peito & meu riso)
ganhei apenas incompreensão
& indiferença, como
um dente chato do ciso

é chato isso

saudade dentro arde
(felicidade triste surpresa)
acima da tarde,
liberdade.

presente já dado
sem gesto nem
nada/nado na
lembrança triste
dum recém
-passado.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

bagôncio & o porco dândi



"(...) subiu os mais de 17km de altura e, ao respirar aliviado com os dois pés fixos no cume, surge na sua frente um porco dândi com complexo de esfinge que lhe pergunta:
“Por que a Arte existe?”(...)"

(do conto "Sol 357Kw HMI" encontrado em http://baga.multiply.com/journal/item/100)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Zumbis do Mar

Eram seres feios, de carne azulada (como os que morrem afogados), cabelos escuros e ralos, muito parecidos com zumbis. Estavam no lago (que de verde tornou-se cinza esfumaçado) em canoas, atravessando de um lado para o outro. Confesso que tive receio, imaginei serem “do mal”, provavelmente pela sua feiúra; mas como não me inspiravam medo, não havia mal em seus olhos vagos.
Cerca de três ou quatro canoas indo & vindo, todos com a mesma carga, até então não identificada por mim. Criei coragem e perguntei o que transportavam.”carne. humana”. Surpreendi-me por não sentir nojo. Aqueles zumbis eram espíritos não presos ao Samsara; energias não-evoluídas, escravos do consciente incumbidos de atravessar — por milênios —os corpos dos mortos de um mundo ao outro. Assim que compreendi isso, antes de pedir para dar um passeio eles sumiram e novamente o lago se tornou esverdeado e ensolarado.

Palavranada

O mundo das letras é mágico, é místico.
Palavras possuem o poder de lhe tirar dum lugar e jogar em qualquer outro. Palavras começam e terminam guerras.
No mundo das letras não há tempo, não há espaço. sem as letras nada há.
Nem esta palavra NADA aqui escrita.