Seria a lembrança fruto da percepção inconsciente de resíduos d’energias pessoais?
Isso me ocorreu quando estava no banco de passageiro do carro dum amigo e — no mesmo instante em que lembrei que ficara de ligar para um outro amigo naquela noite — o que dirigia comentou sobre o restaurante pelo qual passávamos em frente naquele momento, o mesmo para o qual este mesmo amigo em que pensei fez um trabalho de marketing (ou algo do tipo) no seu surgimento.
Por que teria eu escolhido (aleatoriamente?) aquele momento, naquela rua, entre tantas pelas quais passamos antes e depois para me lembrar deste segundo amigo exatamente em frente ao único recinto que possui uma ligação forte direta com ele?
Quando lembramos de alguém — mais ainda — quando sentimos saudades de alguém, poderia ser também a percepção inconsciente dum resíduo (este podendo ser de variados tamanhos em virtude de muitos fatores) energético dessa pessoa que ficou impregnado em nós? Assim como o cheiro na roupa traz a lembrança, a energia “absorvida” (num sentido positivo, não como se sugada, mas sim depreendida naturalmente por leis naturais da convivência cósmica) guardada em nosso “cerne”, “alma”, “coração” (chamem como quiser) também ativa essa capacidade inconsciente e inerente de lembrar?
São só dúvidas, dúvidas...
domingo, 23 de abril de 2006
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