como diriam naquele antigo programa: "Isto é in-crí-vel!"
é por volta da sexta vez não-consecutiva (teve uma vez entre elas que foge à regra) que eu saio de casa, piso para fora do portão e o mundo acaba em água. num é garoinha não, chuva fina: é água a dar com pau. e sempre próximo de cada, seja indo, seja voltando. e isso torna tudo ainda mais não-crível, pois sei que estou a cerca de 300 metros de casa e preciso fazer estes 300 metros nadando braçadas.
os meio-fios somem nas corredeiras d'água; os buracos viram lagos; a rua sem saída de paralelepípedos que termina no beco com escada se transforma numa cachoeira nível 4 no rafting.
são paulo é cidade pitfall, onde temos que pular rios nas ruas desviando dos jacarés.
e é ainda mais incrível como o guarda-chuva proteje, mas só a cabeça. o pé, pernas, costas e tudo mais é banhado, pois com a chuva não chega apenas a água, mas sim a água e o vento, ventania.
enquanto escrevo ainda chove, choverá por horas a fio.
e manhã o dia acordará bonito, belo e seco, um um lindo sol quente e uma genial brisa gelada.
e tudo isso durará até eu sair de casa, ficar 15 minutos fora e voltar correndo novamente para a lavanderia assombrada de casa para pendurar minhas meias e all-star encharcados no varal (quase) sempre lotado.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário