sábado, 8 de julho de 2006

(projeto de um) ensaio qualquer

E não bastava o Ser-Humano descobrir que impreterivelmente um dia morreria, precisava criar a tecnologia.
Todos somos — não há como negar — escravos tecnológicos. controle-remoto, celular, MSN©, Orkut©, microondas, e-mail. eu sou tu és eles são.
Criam soluções milagrosas para problemas até então inexistentes, fazem você comprar aquilo muitas vezes achando que está sendo barato, para depois descontarem de você o desconto dado, na forma de horas e horas perdidas falando com humáquinas criadas pelo Desemprego que apenas sabem transferir o ramal e gerar protocolos.
horas+horas+horas a(o) fio.
Eu deveria ser esperto, deixar de escrever baboseiras e criar uma máquina mezzo secretária-eletrônica mezzo pré-advogado. Seria um aparelho que, ligado ao telefone com..., não: seria um programa, um software, bem fácil de se usar, onde bastaria programar, informar seus dados, o 0800 da megacorporação que lhe enganou e escolher num menu qual é o seu problema. teria ainda a opção de escolher a voz (H/M, grave/aguda, brava/tranqüila/desesperada/etc) e pronto! o seu Digilawyer for Consumer (penso em chamá-lo de algo assim) liga para a central, confirma todos os dados, explica o problema e o faz repetidas vezes, até conseguir falar com alguém que lhe dê a informação para avançar de estágio (creio ser difícil — até para uma máquina — conseguir em menos de dois dias de ligações solucionar qaulquer problema, por mais simples que ele possa parecer), e, se isso não for possível, o software coloca em ação sua parte lawyer para funcionar, argumento segundo as leis vigentes no local e podendo até — automaticamente, desde que programado — subir o tom de voz (regulável) no meio da negociação. mas não foi pra isso que comecei a escrever este texto.
Tecnologia traz burocracia e isso gera o “Telemarketing”. (incluo centrais de atendimento ao consumidor quando uso essa palavra).
pronto.

Seria arbitrário negar o poder da Palavra; não da palavra divina — essa sim arbitrária em sua afirmação.